Se um produto for divulgado com apenas uma unidade disponível, é provável que vários clientes se interessem, mas apenas um conseguirá efetuar a compra. Isso pode gerar frustração nos demais consumidores e, além disso, representar um desperdício de recursos investidos em publicidade, já que o retorno financeiro não será proporcional ao esforço realizado.
No caso de empresários que trabalham com produtos perecíveis, a atenção ao prazo de validade é ainda mais crítica. É essencial verificar regularmente as datas de vencimento e organizar o estoque de forma que os itens com validade mais próxima sejam priorizados nas vendas. Essa prática não apenas evita perdas, mas também garante a qualidade e a segurança dos produtos ofertados aos clientes.
É possível também realizar vendas sob encomenda ou por consignação. Nesse modelo, a empresa não mantém um estoque físico, adquirindo os produtos diretamente do fabricante apenas quando há demanda. O repasse ao cliente ocorre somente após a confirmação da compra.
Dependendo do parceiro logístico, o cliente poderá receber um código de rastreamento ou haverá um processo de cadastro dos produtos para entrega, seguido da confirmação do envio. Algumas plataformas também automatizam esse processo, enviando notificações por e-mail com as informações de rastreamento.
No entanto, é fundamental escolher bem as parcerias, pois eventuais atrasos por parte do fornecedor ou fabricante podem comprometer a credibilidade da sua marca. Caso o cliente não receba o pedido dentro do prazo, ele pode se frustrar, o que pode gerar uma publicidade negativa para o seu negócio. Além disso, sua empresa pode sofrer prejuízos financeiros e operacionais, precisando lidar com estornos de pagamentos e reembolsos.
Gerenciar sozinho o estoque de uma loja virtual pode ser um grande desafio, especialmente quando há um alto volume de pedidos ou a ausência de um sistema de gestão. Com o crescimento das vendas, a complexidade operacional aumenta, tornando essencial um controle de estoque mais eficiente e estratégico.
Uma solução eficaz é a adoção de sistemas de gerenciamento ERP integrados às plataformas de venda, permitindo maior automação e precisão no controle dos produtos. Além disso, é fundamental monitorar a série e o lote dos itens, prevenindo problemas na logística reversa e garantindo um processo mais ágil e organizado em casos de devolução.
A implementação de práticas omnichannel também pode otimizar a gestão de estoque, promovendo a integração entre os canais físicos e digitais. Dessa forma, é possível garantir maior visibilidade sobre a disponibilidade dos produtos e oferecer ao cliente diferentes opções de compra, como a retirada na loja física, caso essa modalidade esteja alinhada ao perfil do público-alvo.
Tipos de Estoque: Vantagens e Desvantagens
Compreender o comportamento do seu consumidor facilita a escolha do modelo de estoque mais adequado e a gestão eficiente dos produtos. A seguir, apresentamos alguns dos principais tipos de estoque que podem ser adotados no e-commerce:
1. Estoque Físico Próprio
Também conhecido como pronta-entrega, esse modelo garante que os produtos estejam disponíveis no momento da compra. A principal vantagem é a liberdade de selecionar itens alinhados à identidade da sua marca.
Para otimizar a gestão, é essencial definir a persona do seu negócio (um perfil fictício do cliente ideal), permitindo um estoque estratégico que atenda às demandas reais do público-alvo. Isso evita a compra excessiva de itens de baixa saída e a falta de produtos mais procurados. Além disso, o uso de uma planilha de controle ou um sistema de gestão ajuda a monitorar vendas e reposições de forma eficiente.
2. Estoque Físico Compartilhado
Nesse modelo, o estoque da loja virtual é integrado ao da loja física, exigindo um controle rigoroso para evitar vendas duplicadas do mesmo produto.
A principal vantagem para negócios figitais (físico + digital) é a redução significativa dos custos com armazenagem. Para garantir uma gestão eficiente, recomenda-se a utilização de sistemas ERP (Enterprise Resource Planning), que integram as operações e evitam inconsistências no controle de produtos.
3. Estoque Físico Descentralizado
Mais adequado para lojas de grande porte, esse modelo distribui os produtos em diferentes pontos geográficos, reduzindo prazos de entrega e custos de frete, tornando a loja mais competitiva.
Antes de adotá-lo, é fundamental avaliar se os custos de criação e manutenção dos novos centros de armazenamento serão compensados pela redução dos gastos logísticos. A adoção de um sistema de gestão eficaz é essencial para sincronizar estoques distribuídos e evitar falhas operacionais.
4. Estoque Consignado
Ideal para empreendedores que desejam minimizar riscos, o estoque consignado permite devolver ao fornecedor os produtos não vendidos, eliminando a necessidade de grandes investimentos em armazenamento próprio.
No entanto, esse modelo pode resultar em custos unitários mais elevados, já que os fornecedores costumam praticar preços mais altos nessa modalidade. Para evitar conflitos, é essencial firmar um contrato claro, estabelecendo prazos, responsabilidades e condições de devolução.
5. Estoque de Terceiros
Também chamado de estoque sob demanda, esse modelo é amplamente utilizado por lojas virtuais que comercializam produtos de diferentes marcas. Nele, o pedido é feito ao fornecedor somente após a conclusão da venda.
Ao adotar essa estratégia, é comum que o cliente receba mensagens como "Pedido entregue por...", indicando que a entrega será feita diretamente pelo parceiro logístico. As principais vantagens incluem:
✔️ Diversificação do portfólio sem necessidade de estoque próprio
✔️ Redução de custos operacionais
✔️ Minimização de perdas com produtos encalhados.
No entanto, a responsabilidade pela entrega ainda é da sua empresa. Por isso, invista em um acompanhamento rigoroso dos pedidos e mantenha uma comunicação clara e eficiente com os clientes para evitar problemas na experiência de compra.